Deusdet-e-camaradas: história e documentos do movimento antimanicomial de Goiás (1994-2015)
Palavras-chave:
Deusdet-e-camaradas, Movimento antimanicomial, GoiásSinopse
O livro é composto por textos póstumos inéditos de autoria de Deusdet do Carmo Martins, psicóloga, a principal liderança do movimento antimanicomial em Goiás, com expressão em âmbito nacional. Além de ser articuladora do movimento de usuários e trabalhadores da saúde mental, Deusdet era funcionária pública federal antes da municipalização da saúde, instituída pela Constituição de 1988. Em função disso, ela participou como funcionária pública federal atuando tanto no Município de Goiânia, quanto no Estado de Goiás, de órgãos de saúde mental e de implantação da Reforma Psiquiátrica de 2001. Além de texto de autoria sobre o movimento dos usuários da saúde mental, Deusdet foi também a coordenadora da redação do Projeto do PAILI, que é uma iniciativa inovadora pelo qual o Estado de Goiás se tornou referência nacional em relação ao problema da política pública para o louco infrator. A apresentação do impacto nacional dos trabalhos de Deusdet e do grupo da luta-antimanicomial de Goiás ficou por conta da transcrição de uma palestra de Marcus Vinícius de Oliveira Silva (Matraga). Essa palestra é também um texto inédito e póstumo do honorável professor da UFBA. Sobre os resultados do trabalho do movimento antimanicomial goiano, há também um Relatório (inédito) de Deusdet em co-autoria com Heloiza Massanaro (psicóloga) e com Lourival Belém Jr. (psiquiatra) sobre os três primeiros anos da implantação da Reforma Psiquiátrica no Município de Goiânia (2001-2003). Esse texto oferece a primeira documentação inédita sobre uma das implantações mais avançadas da reforma psiquiátrica em âmbito nacional. Os textos de Deusdet são precedidos por capítulos de contextualização histórica de autoria de Eduardo Sugizaki (filósofo e historiador da PUC Goiás). O referido Relatório de implantação é precedido por um texto de Heloiza Massanaro com a narrativa do que foi a participação do movimento antimanicomial na gestão do poder público municipal entre 2001 e 2004. Ao final do livro, há um esforço de historiar a Reforma Psiquiátrica em Goiânia por psicólogas que atuaram na base, nas unidades de saúde mental, Consuelo Guilardi e Raquel Ferreira, no mesmo período de 2001-2004, representando uma narrativa alternativa. Para apresentar esse conjunto de textos e a figura de Deusdet, o capítulo inicial é de Eduardo Sugizaki com Valtuir Moreira da Silva, professor da UEG (historiador das lutas populares, inclusive das lutas pela saúde pública).